sábado, 2 de maio de 2009
Em 2008 ele foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz e há pouco mais de um mês, foi nomeado pela Unesco Embaixador Mundial do Teatro.
Grupo Encenação de Teatro
Gente,
Estou disponibilizando aqui, a contribuição de Geo Brito do CTO - Rio, sobre o debate que estamos desenvolvendo. Geo enviou o comentário para o Meu Email, mas acredito ser importante discuti-la: Alguem começa??
Abração
GIL

Foto de Geo Britto
http://www.ctorio.org.br/CURRICULO%20GEO.htm
Gestus
Gestus brechtiano, uma forma de se fazer uma narrativa de uma maneira mais social, buscando referencias de grupos sociais para mostrar ou explicar tal situação e também aumenta a atuação do ator épico.
Gestus social ou brechtano tem que ser estudado ou pesquisado pelo grupo e como pode ser inserido em uma peça e qual a mensagem que quer ser passada.
Para Brecht o homem é aquilo pelo meio em que ele vive, e dependendo da situação como ele pode agir sobre ela.
O Gestus é corporado por expressões, mímica e palavras, isso para apresentar uma narrativa mais rica e ajuda o distanciamento do ator com o personagem para provocar o estranhamento.
Por que o gestus é importante para tais coisas? Se caso você for representar uma classe social, por exemplo, políticos, venderes de picolé, cada um tem seus gestos e forma de dizer ou de como se dirige a palavra para uma pessoa, para uma mulher ou homem, pobre ou rico, tudo isso compõe o gestus, mais cada sua corporalidade pode ser explicada, como a mímica de dez políticos, mais isso tem que se tomar cuidado, pois só ela não é gestus faz parte mais só ela não é.
Então o gestus é uma forma de se mostrar o que você vê e interpretam de ações, iniciativas e compreensões para um melhor distanciamento para causar um maior estranhamento para os espectadores.
O próximo e o distante
Isso é muito interessante para trabalhar com o teatro épico e teatro do oprimido, metodologia, formas, e técnicas teatrais próximas ao mesmo tempo distantes. Uma técnica de teatro do oprimido mais próxima do teatro épico é o teatro – jornal, técnica mais inspirada por B.Brecth para Boal na época de sua maior criação em (1971) e a mais distante eu acredito que seja o arco-íres do desejo, suas formas são próximas no que se determina o desaparecimento da 4ª parede e mantendo um dialogo com publico e buscando uma dialética, o mais distaste acredito que seja como é demonstrada os problemas mostrados, o teatro do oprimido busca resolver problemas para um individuo e o teatro épico busca resolver para um grupo.
Futuramente mais textos...


O grupo Encenação de Teatro do Oprimido está atualmente: “metendo o bedelho” no Teatro Épico. É uma pesquisa recente para o grupo, e soou para nós como um estímulo para continuar o trabalho enquanto grupo coeso e mais responsável (por falta de expressão melhor). Aproveitando a “deixa” de nossa última montagem O ensaio sobre o papel, estamos nos aprofundando e ampliando nosso conhecimento através da análise das contribuições do Teatro Épico em relação ao Teatro do Oprimido.
Bom, pensando nisso, tente acompanhar este texto. Pode não estar tão claro, mas é uma tentativa de mostrar como está sendo este processo, essa nova experiência, nossas reflexões, “afirmações, negações e sínteses”. Continuando... Observem o exemplo.
Como dizer para um trabalhador que ele está sendo explorado?
Para ele, sua função dentro de uma fábrica é “importante”, porque para produzir uma mercadoria é necessária sua mão de obra (barata), sua força de trabalho (força produtiva que gera o valor da mercadoria). Assim como é importante à existência de toda uma rede de comércio e consumo (compra e venda), para que possa obter o sustento mínimo de sua família. Em sua mente é normal trabalhar oito horas produzindo um produto que não conhece em sua totalidade e que não terá condições de adquirir com seu salário.
Podemos pensar: “ele não compreende sua realidade, ele é um alienado”. É óbvio que ele não entende por que está na “pindaíba”, pois não é permitido que entenda. É conveniente para o patrão que o empregado não se preocupe com questões políticas, ou públicas. Tira-se do trabalhador os meios de produção (material e intelectual), incita-o ilusoriamente ao livre comércio, à igualdade de concorrência, à liberdade de ação. Porém qual a liberdade de ação que possui o trabalhador? A de trabalhar incessantemente para ganhar no fim do mês uma quantia irrisória que mal paga sua necessidades mínimas e como se não bastasse ele ainda é induzido a consumir o produto de uma superprodução, criando um vínculo complexo com “todos” os patrões (os donos dos meios de produção).
O teatro é em suma um instrumento utilizado tanto para que o trabalhador possa conhecer sua situação histórica, social e política, e pode também sem nenhuma "crise" ser usado para mistificar, esconder, camuflar todas as misérias produzidas pelas relações sociais de produção Capitalista. A função do Teatro Épico não é reduzir as relações humanas à simples esfera individual e sim deixar que essas relações se estendam à esfera pública, desmistificar, desvendar a história, fazer com que aquele trabalhador citado acima, conheça sua história de um ponto de vista crítico e que a partir disso recupere sua força criativa e transformadora.
Brecht, quando escrevia suas peças estava pensando no contexto histórico em que viveu: A Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Mas o pacote não estaria completo sem as teses socialistas, comunistas e tantos outros “ismos” que existiam. Por fim, optou pela concepção Materialista Histórica e Dialética para o seu fazer teatral. Já existia o Teatro épico, mas era mal visto pelos moldes da época, Brecht apenas deu sua contribuição para o teatro dando uma forma linear, para que os assuntos que eram discutidos dentro do drama tivessem uma maneira própria e mais eficaz de atingir seus objetivos.
Para que assuntos que tem relevância social não sejam tratados superficialmente, dialeticamente, através do teatro evidenciam-se as contradições de determinadas situações. Buscando entender as mediações para que seja possível a compreensão da Totalidade. Traduzindo; na época de Brecht, o teatro era um recurso usado pela Burguesia para “esconder” as intempéries das Guerras, para confirmação da realidade. Para que a compreensão dos problemas de interesse público fosse acessível a todas as Classes, criou-se um “método” que exagerando o cotidiano permitia um outro tipo de emoção para o público, a emoção de ver realmente através da racionalidade o que estava implícito dentro de suas relações sociais. Percebiam quais eram os fatos históricos que influenciavam o presente e que por ter esta característica “relativa”, mutável, despertava o expectador para a mudança. Este é o princípio do distanciamento, muito basicamente.
E que relação tem isso tudo com o Teatro do Oprimido? Ainda estamos descobrindo, é arriscado afirmar já que não existe verdade que seja absoluta. Mas já podemos perceber que este diálogo não é estéril, que pode contribuir para que os problemas pessoais levantados nos grupos não sejam discutidos de forma simplista, que não sejam reduzidos a qualquer drama que precise de “ibope” pra ser analisado pelos expect-atores.
Enfim, continuaremos nossa pesquisa, encontraremos nosso limite e veremos até onde “alcança nosso passo”.
Débora Oliveira.
Sobre a imagem: Escolhi a imagem da Barbie velha, justamente porque ela "nao envelhece". Nesta foto, porém ela está fisicamente velha, ninguém vende barbie velha, entendeu?rsrsr
Aaahh! Desculpem pelos termos um tanto quanto marxistas.^^
Até a próxima!
Comentem se quiserem.
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Bom, acredito que o que nosso grupo passou nos últimos dias não poderia passar em branco aqui no nosso Blog. Então vamos lá!
Tudo começou quando no ensaio de sábado o Gil chega com a notícia, desesperadora para nós, de que haveria uma apresentação na Segunda-feira seguinte, 03/11, (ou seja, dois dias após o sábado). Nós ficamos muito preocupados, pois voltamos a ensaiar a peça: O Ensaio sobre o Papel, mas a mesma ainda nao estava madura a ponto de ser apresentada... Tentamos refutar a notícia, cancelar, sei lá... Fazer qualquer coisa. Mas felizmente o Gil foi firme e manteve a apresentação, até porque seria impossível cancelá-la. O pior ainda era que estávamos sem ninguém para nos auxiliar no ensaio, seria EncenAção por EncenAção... E pra quem não conhecesse nosso grupo, como diz o Gil: temos uma característica histórica de sermos bem "enrrolados"!
Ok! Nos conformamos parcialmente com a idéia e partimos para o ensaio... Ah! Primeiro ainda tivemos que preparar o cenário e figurino, que até o momento não estava decidido. Confesso que foi desesperador na hora, mas agora vejo como foi importante termos passado por esse susto!
Bom, fomos finalmente ensaiar, tentamos passar a peça até onde já tínhamos ela pronta e dar a finalizada que cabia pro Fórum... Da primeira vez não rolou, esquecemos fala, quase um desastre... Da segunda foi melhorando e juntos fomos construindo o fim da peça... Depois de mais umas vezes conseguimos fechá-la e até ficarmos satisfeitos com o resultado.
Beleza! Combinamos de chegar mais cedo na Segunda pra passar pela última vez. Foi o que aconteceu... O ônibus ficou de nos pegar as 10:30, mas o tempo passava e nada... Nós que já estávamos meio desanimados começamos e ficar preocupados... Depois de algumas ligações o ônibus enfim chega! Mas não acaba por aí: o motorista não sabia o endereço do Colégio e muito menos agente, que sabia se muito o nome.! O que nos salvou foi o "ator" Luca, que conhecia um colégio com esse nome e foi nos guiando. Ligamos pro Gil e ele confirmou o endereço! Ufa! Chegamos na escola...
A princípio fiquei um pouco apreensiva, afinal de contas umonte de alunos do Ensino Médio juntos até que causa um frio na barriga... Mas fomos em frente, a Débora começou a coringagem, correu tudo bem... Como ela mesmo disse: "Eles já estavam BEM aquecidos!"
Fiquei muito feliz com o decorrer da apresentação, eles estavam assistindo ativamente, prestando atenção, acredito que entenderam nosso recado! A peça teve um andamento muito bacana, ela fluiu de forma dinâmica. Fiquei bastante feliz com o resultado, todos nós ficamos!
Houve apenas uma intervenção, devido ao tempo, já tínhamos ultrapassado o horário, mas acredito que a intervenção foi válida e levou os alunos a discutirem e refletirem sobre o assunto. Claro que ainda temos muito o que melhorar, mas acredito que estamos no caminho certo.
Eu queria parabenizar o nosso grupo, porque fomos até o fim e mesmo ficando meio assustados no começo, demos conta do recado!
Depois do que passamos pude perceber que esse é nosso papel. Não estamos lá ensaiando uma peça pra nosso prazer ou vaidade, mas sim estamos estudando essas relações de opressão para intervirmos efetivamente nelas. Portanto devemos nos agarrar nas oportunidades de levar nosso teatro para as outras pessoas. Acredito que esse é nosso papel...!
Coloquei a foto da Carol (do nosso grupo) porque achei que diz muito, sei lá me remete à força de vontade! ... E não achei nenhuma foto atual do nosso grupo!
Bom, acho que é isso! Até a próxima galera!
Mariana
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